Quem faz o Preto acontecer

Olá a todos, eu sou o Joe!

 

De um simples seguidor da página, tive a oportunidade de criar representatividade social e  me juntar ao grupo, ajudando na divulgação de bandas formadas ou que tenham em sua  formação integrantes pretos.

 

Comecei a minha procura por bandas com integrantes pretos  e  pretas a partir do momento em que não via e não me sentia representado na cena Rock e Metal e suas diferentes ramificações. Tenho em mim a consciência da história do rock, de como e por quem ele foi criado, e após observar a falta de pretxs e de como havia uma padronização das bandas, me veio o questionamento e indignação por ouvir por tanto tempo um estilo musical onde hoje eu não me via.

 

Dentro coletivo, eu ainda faço postagens de diversos temas, entre eles história, cultura pop e notícias.

Acredito que o que fazemos aqui é algo muito grande e de extrema necessidade, para se quebrar paradigmas criados através da elitização da cultura rock e Metal.

Joe Ribeiro
Helna Meireles

Oi, eu sou a Lelê!


Eu era (aliás, ainda sou) seguidora e fã da página, produzindo conteúdo sobre gente preta (e, principalmente, pra gente preta) lá na minha página Afro Banger. O resultado? Acolhidíssima pela Preto no Metal e fazendo parte dessa família maravilhosa!

 

Sou de Belo Horizonte, nascida em 1994. Atleticana, futura bibliotecária, apaixonada por cerveja e gatos! Acho que podemos resumir assim, né? Ou então: headbanger fã da Hello Kitty, de vídeos de slime e cupcakes.

 

De thrash metal até grindcore, passando pelo punk rock e pelo death metal, o metal desde sempre é minha vida. Agora, mais do que nunca, que eu me vejo dentro do movimento enquanto pessoa preta; mais do que isso: dentro e fora do Preto no Metal, minha ideia é mostrar a todos os envolvidos que tem preto, sim, na cena e que a gente tá pintando, bordando e fazendo acontecer!

Ek kom van ...


Deise Silva antigamente Deise Metal na época da adolescência, justamente a época em que através de um trabalho descobri a origem do rock, blues e jazz e como isso influenciou diretamente o Metal. Após essa descoberta foi quando passei a notar a quantidade mínima de pretos que ouviam rock/metal e seus subgêneros e quando comecei a frequentar a cena também passei a observar como são poucos musicistas pretos em relação ao público “comum e aceitável dentro dos padrões”.
Faltava representatividade em relação a mulheres que eram minoria, mas principalmente a questão de não ver pretos/pretas circulando, tocando e participando ativamente de um dos estilos mais conhecidos mundialmente e essa lacuna me fez realmente ficar feliz em saber do Preto no Metal Coletivo , que se tornou o calo de preconceituosos e passadores de pano na cena.
Nos treinamos para fazer parte do jogo, mas não se engane sempre seremos bicho solto.
Sempre ouvi que metal não era coisa de preto, que rock era lance de branco, que eu devia ouvir pagode e samba e parar de negar minhas raízes, só que essas pessoas extremamente leigas nunca pesquisaram a origem dos estilos e não sabem que rock é mais preto do que eles imaginam e que eles próprios estão sendo negacionistas em relação a vários aspectos culturais ancestrais.

Se você nunca foi parada para ouvir alguém dizer : “Obrigada por existir eu achei que não havia preta na cena, porque nunca vi ou tem pouquíssimas, me sinto muito melhor só por ti ver circular”.
Em um festival extremo.
Significa que você é privilegiado sim, o peso dessa frase é tão grande que ti faz querer continuar doa ao racista que doer.

Yibambe!

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