E SE MÚSICA FOSSE UM RITO RELIGIOSO?

Atualizado: 8 de nov. de 2020

A música tem um papel fundamental em nossas vidas e há quem diga que inclusive na das plantas. Sim, até existe pesquisa sobre isso.


Mas, e na música, qual o papel da religião e qual o papel da religião afro?


Sabe-se que, mesmo com essa onda revisionista tentando negar, que a África é a grande mãe e que influencia basicamente tudo que existe.


Basta você ler sobre algo e buscar origens e ela vai estar lá, o berço da humanidade. Não seria diferente com a música e muito menos com religião, então, faz todo sentido que a música seja usada em religião.



Então, quando falamos de religião afro, o que vem a sua mente?


Ubanda? Macumba? Terreiro?


Talvez, mas e se eu te disser que tem muita influência afro no Heavy Metal?

Pois tem e te digo que tem muito, ou você acha que aquela bateria doida com viradas e blast beats veio de onde?



Os tambores têm um papel invocatório. Conversamos com orixás pelo tambor. Conforme o orixá dança, a gente toca o tambor. É uma linguagem, uma conversa, uma troca de energia e claro, um ritual.


São tantos tipos de instrumentos que acho difícil catalogar.


Mas aqui tem alguns:


• Adufe

• Alfaia

• Ashiko

• Atabaque

• Batá

• Basler

• Bodhrán

• Bongô

• Boucarabou

• Bumbo

• Caixa

• Conga

• Curimbó

• Dabakan

• Daf

• Darbuka

• Davul

• Dholak

• Djembê

• Djun-djun

• Doyra

• Gongo

• Khol

• Malacacheta

• Mridangam

• Ng’oma

• Omele ou Gangan

• Pandeireta

• Pandeiro

• Repinique

• Sino

• Surdo

• Tabla

• Tabor

• Taiko

• Tambor falante

• Tamborim

• Timbales

• Tímpano

• Tom-tom

• Zabumba


Um dos instrumentos mais tradicionais é ngong, feito de ferro, que aparecia nos terreiros.


É ele que inicia a parte musical e que manda nos outros instrumentos. Isso é muito visível no samba.





Bandas com forte influência da religião



Metá Metá, com Kiko Dinucci e Juçara Marçal, é um grande destaque. A mistura de ritmos tradicionais com o rock e o jazz faz nas melodias e nas letras referências diretas aos orixás.


Aqui no Brasil, temos Gangrena Gasosa e Arandu Arakua que mistura isso com instrumentos indígenas.


Sem contar o nosso maior expoente do metal nacional, o Sepultura, que bebeu bastante nessa fonte. Ouça o álbum Roots com atenção e vai entender onde quero chegar.


Temos também bandas como Vodum, Xipe Totec, Cemican e muitas outras, que se formos citar, iremos longe.



Música e religião estão juntas, mesmo que você não queira


O ponto principal e que quero que você perceba é que em tudo que é musical há um tipo de culto religioso mesmo que você não acredite. Sim, meus caros, quando o tambor é tocado não há como fugir, energias vibram.


Ou você não sente tudo isso quando está lá bangeando?


Claro que sente, a energia que emana em show de Heavy Metal só se compara a um ritual.

Então, Heavy Metal não deixa de ser um culto aos antigos deuses.


Até mesmo o fato de, no meio, nos chamarmos de irmãos é uma referência ritualística.


A música é a mais antiga forma de união e celebração, por isso nos sentimos tão abraçados quando estamos em rolê de Metal, estamos em celebração.

Recomendo a leitura:

https://www.sesc.com.br/wps/wcm/connect/72e5948c-7c89-443c-9886-d295ccdba6e9/catalogo_SBTB_210x285mmweb.pdf?MOD=AJPERES&CACHEID=72e5948c-7c89-443c-9886-d295ccdba6e9


Revisão de texto por Ju Elias


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