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Terça-feira apocaliptica em Porto Alegre?

Atualizado: 28 de fev.


 

Na terça-feira, dia 16/01/2024, a cidade foi marcada por um temporal. Abrindo a piadas comuns e óbvias, pareceu um Apocalipse, cômico se não fosse trágico.

Nessa mesma noite coincidentemente a banda finlandesa Apocalyptica traz um espetáculo de Violoncelos acompanhados de bateria para levar seus fãs ao ecstasy sinfônico, calma querido leitor, primeiro vamos falar da banda de abertura a magnífica ATOMIC ELEPHANT composta por músicos gaúchos com Renato Osório (Fighterlord, Magician, Scelerata e Hibria), Thiago Caurio (Astafix, Keep Them Blind e Distraugth) e atualmente com Benhur Lima (Hibria, Anaxes e Keep Them Blind).

O projeto surgiu durante a pandemia, em 2020, inicialmente intitulado "United By The Quarantine", em seguida, alterou o nome para Atomic Elephant.

Estamos falando de um trio de músicos excelentes de muito Groove, jazz, funk e muita técnica, tudo muito bem executado e foi uma ótima escolha para iniciar os trabalhos no Teatro Bourbon Country antes da potência que estaria por vir.

O Enterro dos Ossos é sensacional, se você ainda não escutou Atomic Elephant comece por essa.




 

Apocalyptica esteve em Porto Alegre em 2017 e estávamos com 6 anos de abstinência de uma das maiores potências sinfônicas com seus Cellos, apesar de que sua última passagem pelo país foi no Summer Breeze Brasil, atração exclusiva do palco Waves.

Eicca Toppinen, Pertu Kivilaakso e Paavo Lötjönen subiram no palco já esbanjando a simpatia de sempre, iniciando uma jornada musical sincronizada extremamente energética, começando com "Ashes of The Modern Wolrld", seguido do clássico "For Whom The Bell Tolls" do Metallica. Erick Canales, além de guitarrista, também é vocalista da banda Alisson. I’m Not Jesus foi a primeira da noite com voz saindo do formato de somente instrumentos, trazendo uma explosão de sentimentos para quem acompanhava, seguidas de "Not Strong Enough" e "Grace".

"Refuse/Resist" foi um dos clássicos executados do Sepultura tirando parte da galera das cadeiras agitando e cantando junto, Eicaa brevemente comenta que a música é sobre esperança, foi então começou a esperada "Rise", pois a música além de ser linda, foram lançados o clipe oficial e o clipe com participação da maravilhosa Simone Simons da banda Epica e o momento foi mágico.

"Shadowmaker" terminou com um toque de "Killing In The Name"do Rage Against The Machine, então Erick Canales retorna para o clássico "I Don’t Care".Nothing Else Matters veio para trazer aquele clima melancólico e casou perfeitmente para a ocasião, pois de forma APOCALYPTICA uma tempestade tomou a noite em Porto Alegre de forma catastrófica fazendo com que o “show” fosse interrompido pelas quedas de energia que assolaram a cidade seguidas de muito alagamento do lado de fora, Eicca fez um comentário de descontraído que o público havia cantado e vibrado muito alto causando o blecaute.

Calma, não posso deixar de dizer que Pertu Kivilaakso corre de um lado para o outro com o violoncello na mão praticamente o “show” inteiro, simplesmente brinca de forma super natural, só faltou tocar correndo, claro que todos se movimentavam e interagiam, mas Pertu estava ligado no 666.

Houve dificuldade para ser finalizado o set, pois a energia oscilava para os instrumentos e os músicos aproveitaram para interagir com o público e espera durou cerca de 10 minutos e uma fã gritou da plateia alta: 

- "Bem vindos ao Brasil”.

Risos ecoaram inclusive da própria banda e o baterista fez o famoso "ba dum tss".

Conseguiram terminar a apresentação com “Seek and Destroy” e o cover de “In The Hall of the Mountain King”.

 

Trocadilhos à parte em relação à coincidência do temporal que realmente pareceu um apocalipse do lado de fora, a banda é excelente de todas as formas, saindo do sinfônico convencional, entregando tudo, tornando a experiência única e emocionante.


Resenha Deise Silva e Fotos Indy Lopes

15 visualizações1 comentário

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1 Comment

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Guest
Jan 20
Rated 5 out of 5 stars.

Eu estava lá, e a resenha conseguiu traduzir o que foi vivido. Os músicos foram talentosos, profissionais e carismáticos.

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